28 thoughts on “Chevrolet C1416

  1. Bah, se o cara precisasse de uma carroceria completa dessas e sem nada de podre eu sei onde tem uma: aqui na Av Sertório, próximo do nº 10.000. Seria o canal para salvar esse chassi aí e aquela carroceria zerada tb.

  2. Que pena que deixaram chegar a esse estado.. deve ser muito difícil recuperar. A Veraneio fez história na vida de muita gente !!

  3. Esse carro é show, aprendi a dirigir em uma dessas, 78 6cc, câmbio no chão, que era de um firma que meu pai trabalhava….
    Sonho eu ter um carro desses ainda, mas por enquanto sem chance….essa dai, acho que já era, somente doadora msm, apesar que vi uma em estado pior, que for reformada….não ficou filé, mas salvou p/ usar por ai, c/ gnv!

  4. Sobre este Chevrolet: Sua origem remonta ao final de 1959, quando a General Motors lançou a Amazona. Derivada da picape Chevrolet Brasil, tinha três portas (duas do lado direito). Com bancos para oito passageiros, teve grande aceitação como perua escolar.

    No Salão do Automóvel de 1964, junto com a picape redesenhada, foi apresentada a C-1416 (o nome Chevrolet Veraneio só seria adotado quase cinco anos depois do lançamento). Se na parte mecânica não havia grandes avanços, seu desenho era moderno, com linhas retas e quatro portas. Basicamente, o motor era o mesmo da Amazona, mas a suspensão, privilegiando o conforto, passou a usar molas helicoidais e já era independente na frente. Afirmavam que sua identidade “parece código de filme policial”. Mas rasgava elogios ao seu comportamento. Com quase duas toneladas e motor de 142 cavalos, a C-1416 chegou aos 145 km/h e fez de 0 a 100 km/h em 20,7 segundos, marca considerada “formidável”. Em compensação, não era fácil sustentá-la: percorria de 3,8 a 4,8 quilômetros com 1 litro de gasolina no trânsito urbano e na estrada não passava dos 5,5 km/l.

    Ao dirigir a Veraneio (na verdade uma C-1416, modelo 1968), a primeira idéia que ocorre é: como era possível efetuar perseguições num carro desses? O confiável motor de seis cilindros é nervoso como uma rena de trenó. A suspensão é mole e o carro inclina só de pensar na curva. E a traseira tinha fama de “varrer” as ruas em entradas mais fortes. Mas nada se compara à direção. Uma mudança rápida de trajetória demanda preparo quase olímpico. O razoável número de braçadas (são mais de seis voltas de batente a batente) deve ser executado com a agilidade de lançador de dardos. Feita a manobra, basta soltar o volante que a direção gira rapidamente e os 5,16 metros de comprimento por quase 2 de largura do carro retomam o prumo.

    O acionamento do câmbio, apesar de uma precisão e suavidade de causar inveja a muitos utilitários de hoje, não tem pressa: a alavanca na coluna percorre um longo caminho para trocar as três marchas para a frente. Mas para um passeio tranqüilo com a família e toda sua bagagem ela era boa demais, um passo à frente quando comparada à Rural, concorrente fabricada pela Willys.

    A Veraneio, na sua versão original, sobreviveu até o final da década de 80. Atravessou praticamente um quarto de século sem grandes alterações de estilo. Na mecânica, além de ligeiros aumentos na potência do motor, foram incorporados ao longo dos anos progressos como servofreio, freios a disco e direção hidráulica. Em 1989, o último exemplar deixou a linha da fábrica, em São Caetano do Sul, SP. Sua sucessora acompanhava as mudanças na linha de picapes, totalmente reformulada. Pouco tempo depois o mercado brasileiro se abriria para a chegada de modernos utilitários esportivos, que exilaram de vez a antiga Veraneio.

    • clap clap clap !
      aplaudo de pé o belíssimo post sobre o histórico e considerações sobre a viatura.
      Em 64 a GM aproveitou a Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo para ceder diversas C1416 como essa da foto para a caravana .
      O evento se desenvolvia por etapas entre as cidades polo.
      Eram 14 ou 15 etapas sucessivas com quilometragens variadas entre 80 a 180 km entre as cidades.
      As veraneio acompanhavam a prova levando os juizes, cronometristas e carros de apoio do jornal a Gazeta Esportiva além dos carros publicitários.
      A caravana chegava às cidades e era uma excelente maneira de mostrar ao vivo e a cores as C1416 para a população que invariavelmente se aglomerava pra ver a novidade.
      Como bem o disse o amigo-confrade Marcelo era o suprasumo da etcnologia de ponta da época.
      Pena que não restem muitos documentos da época além de poucas fotos nos jornais ‘A Gazeta Esportiva’ que é quem patrocinava a prova.

    • Carro fantástico, classico “camburão”, meu pai tem uma das sucessoras (bonanza, versão de duas portas feita em parceria com a brasinca).

  5. Essa daí não é umas das várias Veraneios/C10 e kombis do INPS? Que estão virando pó aqui na capital?

  6. Acho que é possível o restauro,será que esta tem os 4 farois redondos? se for,eu até me arricaria a restaurar e pintar ela inteirinha de preto,ficaria igual as veraneio utilizada pelo DOPS-Departamento de ordem política e social,que reprimia os subversivos nos anos 60/70

    • FernandoGB, bem lembrado. Eu sempre achei que esse carro é um dos veículos-símbolo da ditadura militar no Brasil. Um grande abraço a todos.

  7. Imagina a catinga de jaula de macaco que deve estar dentro desse carro com essa capota de lona em cima………

  8. Me lembro de ter visto no extinto DNER do Rio de Janeiro, hoje DNIT, um belo exemplar da Veraneio com 4 faróis e caput liso e ainda, na cor preta. Um espetáculo.

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